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domingo, 10 de fevereiro de 2008

APOSTAS ERRADAS

Acabou que nenhum desses animais foi o primeiro a tentar me matar, foi uma aranha. Tava deitada no sofá, sem sono nenhum, e Erick já estava dormindo. Não enxergo muito bem, quanto mais de noite, mas quando dei uma piscada, lá estava ela, no tapete. Era bem grande, maior do que qualquer aranha de quintal que eu já tenha visto, e fiquei muito assustada, porque ela se movia bem rápido.
Dei uma olhada na internet, e o mais perto que encontrei da fanfarrona foi essa aqui:
Não tenho certeza absoluta. Trataria-se de uma huntsman, que não apresenta muito risco - pelo menos foi o que aprendi nesse site.
No dia seguinte ouvi barulho de passinhos de aranha no banheiro da lavanderia e vi uma sombra se escondendo atrás da caixa de água. Saí correndo e gritando, nem quis saber que tipo de aranha era. Erick foi lá dedetizar, mas não encontrou nada. E eu só descobri isso tipos uma semana depois, ótemo. Podia sentar lá de madrugada e ganhar uma picada na bunda.
Pode parecer besteira, mas é um problema sério aqui na Austrália. A aranha mais venenosa pode ser mortal e é minúscula, adora ficar pertinho de gente: parques, banheiros, jardins... Boa sorte pra mim.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

FESTA ESTRANHA, COM GENTE ESQUISITA

Odeio assistir filme sem saber a sinopse, porque odeio surpresas em cinema, sempre acabo pagando caro pra ver porcaria. Se já foi ruim assistir 27 dresses sabendo exatamente do que se tratava (e isso não impediu minha frustração completa com o filme; tipos, quantos clichês um roteirista pode ser capaz de usar?), imagina quando vou ver filme do qual nunca ouvi falar... Olha, comigo é raro entrar na sala e dar de cara com um Little Miss Sunshine da vida. Não, o mais certo é achar que vou ver um chick flick e acabar assistindo uma porcaria depressiva do tipo Desejo e reparação (devidamente rebatizado por mim como "Amor e redenção", porque sequer valia a pena lembrar do título - lembra, Bella?). Saio do cinema querendo processar todo mundo, o diretor, o garoto do guichê, a menina que me vendeu pipoca, Carol (que geralmente tá comigo), e, nesse caso específico, o James McAvoy, por ser tão gato. Afinal só paguei pra ver ELE, aturando inclusive a chatice da Keira Anorexia Rules Knightley.

Mas comecei falando disso porque pouco antes de viajar vi o último do Will Smith. Caso vocês não saibam, não vejo filmes de terror, odeio filmes de terror, tenho medo de filmes de terror, abomino filmes de terror. E simplesmente não sabia que I am legend era filme de terror, coisa que a gente só entende lá pelo meio do filme. Antes disso, o que se vê é Will sozinho em Nova Iorque, depois de algum tipo de desastre causado por vírus de laboratório, e tals, perambulando pela cidade destruída, caçando animais que escaparam do zoológico, conversando com o cachorro dele. Quando está pra anoitecer, ele volta pra casa, fecha tudo com grades de ferro, e só sai de novo depois de amanhecer.

Fiquei com ódio de ter visto o filme todo, mas ei, sou eu, e eu NUNCA abandono um filme pela metade. Se ainda fosse no começo, tudo bem, mas no começo eu queria saber porque ele tava sozinho, e isso a gente só fica sabendo na metade. Enfim. Fiquei uns 5 dias sem conseguir dormir por causa dos flashes de zumbis vindo pra cima de mim cada vez que fechava os olhos, mas pelo menos vou poder dar pra vocês a imagem exata do meu receio de sair de casa sozinha.

Sabem a cena que mostra ele de noite, deitado dentro de uma banheira, enquanto lá fora ouvem-se gritos aterrorizantes de animais, e a gente ainda não sabe do que se trata, o que faz o sangue congelar? Eu passo por isso todo santo dia. Claro que meu drama nada tem a ver com o do príncipe de Bel-Air - tô do outro lado do mundo, aqui tem umas coisas estranhas, mas não encontrei nenhum super-zumbi comedor de carne humana - mas é brêibs também: pra quem só tava acostumada a ver rolinha todo dia, não é fácil se acostumar com os pássaros daqui. Gente, vocês não têm loção. É uma coisa que contando ninguém acredita.

Logo no primeiro dia me espantei quando vi uma galinha em cima do fio de eletricidade aqui perto, porque galinhas não voam, né. Mas não era uma galinha australiana com dons especiais. Era um pardal. Juro gente, um pardal. Imenso. E esse foi o menor pássaro que eu vi até agora!

Convivo diariamente com pelo menos cinco espécies gigantes, mas contato imediato eu tive com dois de meus vizinhos. Vou apresentá-los a vocês:

FANFARRÃO NÚMERO 1

Esse aqui deu um rasante em mim e meu coração quase parou. Vejam bem, tenho pavor de papagaios, ok, horror, e logo aqui tinha que ter uma cacatua desse tamanho:



Eles passam por aqui em bandos, e são super territorialistas (por isso partem pra cima da gente). Claro que peguei essas fotos no google, porque a única forma de eu chegar perto de um bicho desses é em caso de ataque iminente - e eles atacam MESMO. É só dar mole pra kojac. Olhem só a pinta de assassino.

FANFARRÃO NÚMERO 2

Outro dia tava ouvindo um barulho estranho. Primeiro achei que fosse uma criança pequena brincando, mas logo me dei conta de que era um gato no cio, afinal, olhem só, o miado era de gato no cio.

- Erick, o gato do vizinho tá no cio.
- O vizinho não tem gato.
- Claro que tem, e ele tá no cio. Ouve só.
- Nani, isso não é um gato. Isso é um pássaro.
- Não, isso é um gato. No cio.

Finalmente, hoje, pra provar que estava certa (coisa que adoro fazer), saindo do mercado, consegui uma foto do meu gato no cio:



Pede pra sair com um barulho desses. Close no galã:



Imaginem no cio.

...

Enfim, resumindo a história, que ninguém me julgue por querer ficar dentro da banheira. Queria ver vocês aqui no meu lugar.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

CROCODILO DUNDEE

Assim que vi a chamada dessa reportagem eu soube que se tratava de noti'cia de Oz. So' aqui mesmo pra algue'm correr o risco de ser engolido por um crocodilo. Nao se esquecam de que estou na terra daquele maluco do Steve Irwin.



Terra de bicho maluco. Ontem estava eu sentada no sofa', quando olhei pra baixo e tinha uma aranha do tamanho da minha mao me olhando ameacadoramente perto da tv.

Sai' pro shopping (Oi? Algue'm ai' pensou que meu primeiro passeio seria pra conhecer Opera House?) e sofri mais dois ataques: uma mosca me perseguiu ate' a estacao de trem, e, no caminho, um pa'ssaro parecido com uma gaivota, mas bem menor, me encarou e veio caminhando pra perto de mim. Passei batida.

Na volta, uma espe'cie de lagartixa que mais parece um mini dragao de komodo veio tirar onda comigo.

Pra terminar, fui no banheiro da lavanderia antes de puxar um ronco, e ouvi o barulho de algo que devia ser uma aranha de duzentos quilos andando em cima da caixa do vaso.

Que pai's bizarro e' esse, people?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

SEI LÁ

Coalas são bichinhos fofinhos, certo? E claro que vocês logo verão uma foto minha com um desses no colo:



Mas ó: bem nasceu o Logan, coala raro porque tem olhos azuis:



E eu bem sei lá, mas tipo super achei assim que meio que parece que ele vai lançar um laser e fritar o cérebro da gente, vocês não acham?



Tenho mais medo dele que da Regina Duarte.