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segunda-feira, 7 de abril de 2008

SOBRE CONFORTO

Tava hoje no trem, e fiquei reparando em 3 meninas (sim, eu reparo nas pessoas) que estavam perto. Deviam ter por volta de 16 anos, e o que mais me chamou a atenção, mais do que a beleza fresquinha das bochechas rosadas, foi que estavam usando lenço na cabeça. Nada de lenço tipo na moda, não, mas lenço lenço, aqueles que a bisavó da gente usava pra não pegar sol na cabeça enquanto estendia a roupa no varal. Reparando um pouquinho mais, vi que estavam as 3 de sandálias de tiras de couro, roupas verdes e/ou marrons, e saias longas, depois do joelho. Corte nem pensar, né, tipo homemade mesmo.

Daí olhei pras minhas sacolinhas cheias de maquiagem, perfume, produtos de higiene, chapéu, e comecei a divagar né. Deve ser muito reconfortante você pertencer a um desses grupos de tradição protestante. Nem é que eu pense que elas não usam sabonete, shampoo, essas coisas, mas duvido que elas teriam enlouquecido diante da promoção que eu peguei hoje. Duvido.

Deve ser super tranqüilo acordar e saber que a única escolha vai ser entre a saia marrom e a saia verde. E o lenço combinando. Deve ser tudo não ter que acordar pensando no trabalho que vai dar escolher a maquiagem pro dia, e que você precisa de todo jeito daquele pincel de 30 paus da Clinique, ou daquela boina de oncinha. Deve ser bom demais não acordar com a sensação de que precisa consumir pra preencher algum buraco - seja ele qual for. Ou só por diversão. Ou esporte. Ou doença.

Então é isso, decidi que deve ser muito bom ser amish, e saber que, apesar de ter uma vida rígida pro padrão da sociedade consumista em que a maioria de nós está encroada (eu tô super lá, grudada no fundo do tacho da sopa de adoradores da compra desnecessária), e de de repente não poder fazer muitas escolhas, deve ser bom saber que amanhã vai ser que nem hoje, e que você nem vai precisar pensar em arrumar marido, que ele vai vir de mão beijada numa transação entre vizinhos.

Sendo assim, fechando a onda de ponstan, digo só mais uma coisa: se esse vizinho me oferecer como marido o filho gostoso que é a cara daquele loiro de Witness, eu super jogo fora tudo que está no meu armário e tipos viro amish tomorrow!

Super feliz. Su-per. Feliz do tipo realizando um sonho de consumo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

UAI

Não tava me sentindo muito bem nesses últimos dias, por isso fiquei longe do blog. Acho que é a comida daqui, gente. Atacou o fígado. Ou talvez seja só o chocolate, tipos, a azeitona do martini, néam.

Mas que trem é esse agora, que as fotos não estão abrindo? Alguém sabe explicar, assim, como se eu tivesse dois anos?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

NO NO NO NO NO NO NO

Pra mulherada que anda pedindo pra eu tirar foto de australiano gato e colocar aqui:

Gente, get real!

O que vocês querem que eu faça, que eu chegue assim nos caras e diga, "aí, mate, teus córneo é show! Mostra os dentes"?

Vão achar que no Brasil só tem puta e viado.

...

Mulherada mais notionless.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

IMPRESSÕES

Bom, a impressão que dá é que saí de uma roça rústica pra vir pra uma roça urbanizada. E tipos eu super penso que nasci pra ser uma pessoa urbanizada, né.

Além disso, odeio as macaquices típicas de brasileiro, e vou ser sincera: apesar de sentir falta dos meus pais, e tals, ainda não deu tempo de sentir saudade do calor humano da terra não, porque a coisa toda ainda tá muito fedor humano na minha cabeça (essa coisa toda envolvendo calor, pagode, piriguetes, etc, isso não me impressiona).

Sei que uma hora vou sentir homesick, mas o que quero dizer é que ainda não deu tempo de sentir saudade do jeitinho brasileiro, entendem? Tudo o que vejo é como isso aqui é limpo, organizado, e como o povo é educado e cordial (apesar de reservado).

Enfim, gente, eu tô num lugar onde 90% das coisas funcionam. E isso e eu, gente boa, ó: tudo a ver.

...

Mas claro que nem tudo são flores no primeiro mundo. Em relação a direitos do consumidor, por exemplo, estamos anos-luz à frente. Aqui, ninguém pode processar caso se sinta lesado. E isso pra mim, que vivo pra processar companhias telefônicas, não é bom.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CAPITAL DA SALIÊNCIA

Meu, dêem só uma olhada na pista do aeroporto de Sydney:



Tipo, não sei quanto a vocês, mas eu super penso em double dildos.