segunda-feira, 25 de agosto de 2008

SYDNEY AQUARIUM t

O Sydney Aquarium é um daqueles programas imperdíveis. Fui lá só no finalzinho da viagem, naquela hora do aperto, né, quando a gente quer fazer em dois dias tudo que não fez em meses. Pena, porque acabou sendo corrido. Mas mesmo assim deu pra curtir um bocado!


(o aquário fica em Darling Harbour, meu local preferido em Sydney. Muitos turistas, muitas coisas pra fazer, perto de tudo que eu mais gostei na cidade. Ainda tenho que fazer um post sobre)


(a entrada é nesse bocão. Bem queria tirar uma fotinha dentro dele, mas fiquei com vergonha... Só tinha criança fazendo isso!)


(logo na entrada comprovei que o maior animal inventado de todos os tempos realmente existe. Bom, não o maior de tamanho, até porque ele era tão tiquetinho que demorei muito pra conseguir encontrá-lo. Tá vendo não? Peraí)


(ó ele aí nadando, ó. É muito estranho. Não é peixe, não é pato, não é castor... Acho que a natureza simplesmente juntou todas as características que sobraram na hora da criação dos animais, e fez esse aí. Weirdo!)


(esses peixes eram gigantescos! Mas a foto não faz jus. Meda! Muita meda!)


(esse é um dos meus animais preferidos, o cavalo marinho. Gente, ele é tão pequetitinho que não dá pra acreditar. Deve ter, no máximo, uns 10 centímetros!)


(ah, esse peixinho... Olhei e pensei, putz, tipo assim, parece que ele tá triste. Aí que vi o nome dele: mourning cuttlefish. Não lembro o que significa cuttlefish - Erick falou lá na hora - mas não foi só eu que achei ele triste, né, já que quem deu o nome achou que ele parecia alguém de luto! É um tipo de polvo com tentáculos bem pequenininhos)


(essa foto ficou fantasmagórica! Ao vivo elas eram brancas, uma coisa assim, totally nojenta. E só percebi que eram tantas quando vi a foto. Bichozinho traiçoeiro!)


(esse aqui eu fiquei doida pra ver, mas era tão pequenino que só deu pra registrar na plaquinha)


(tira a mão daí, menino. Daqui a pouco vem um peixe de 2 centímetros e creu, pula na tua jugular. Sou uma pessoa precavida, não dou esses moles não!)


(o tanque dos pingüins, coisas mais fofas! Pareciam bem mais felizes que os do Taronga!)


(parte do tanque das foquinhas, essas coisas fofas que deveriam ser animais de criação. Eu tenho uma piscina grande aqui em casa, dava pra criar umas 3)

Eu tava ouvindo um barulho esquisitíssimo no tanque, pensei que tivesse um cachorro brincando com as focas. Quando me dei conta, olhem só o que era:











Hahaha, morri de rir! A criançada ficava toda imitando o barulho, pra ver se a foca repetia. Tenho hooooraaaas de filmagem, sempre que desistia de pegar o barulho e desligava a máquina vinha a foquinha e "latia"! Até que consegui filmar esse pedacinho aí em cima.


(tipo, praticamente um cachorro! Aliás, super me lembra meu Tum-Tum, a carinha dele é tão igual que eu chamo ele de foquinha!)


(tanque grande, né. Bora dar um mergulho? Melhor não. Viu ali no cantinho? Não? Olha de novo!)


(mexe com quem tá quieto!)


(dependendo da espécie, os crocodilos na Austrália são chamados de Freshies ou de Salties. Que meigo)


(olha o bichano visto de cima. Legal é a plaquinha pedindo pra gente ter cuidado, porque if the fall does not kill you, the crocodile will – “se a queda não te matar, o crocodilo irá”. Ele não se mexeu durante o tempo em que estive por lá, mas eu acredito nisso, claro)


(iiiihhh, gentem, nem tenho medo! Solta esse aí da parede que eu sustento, moço)


(sabem aquilo que eu vivo dizendo, que tem mil maneiras esdrúxulas de se morrer na Austrália? Então, aqui em cima estão 3 delas! Mas pensa que é fácil ficar longe do perigo? Olhem só aqui embaixo)


(aqui, ó, dois marginais: o peixe pedra e o lionfish. Um não dá pra diferenciar de pedra, o outro é lindo e nem parece ser do maaaaaal... Ah, e os dois são pequenos, claro, que é pra facilitar a vida da gente!)


(querem mais? Pois tem coisa pior! Na placa parecem grandes, mas esses dois assassinos aqui de cima são praticamente invisíveis! Reparem na foto do Blue Ringed aqui embaixo)


(cara, olha o tamanho da figura! O polvo matador é essa coisa cinza aí, do tamanho da cabeça do meu dedão)


(vamos deixar aqueles animais perigosos de lado, né. Tipo, seguindo essa plaquinha com certeza encontro bichos mais amigáveis)


(no meio do tanque tem um túnel. É só vencer o medinho de estar embaixo de porrilhões de litros de água cheia de tubarões gigantescos. Aí dá pra começar a curtir)


(eu disse curtir, né. Vou tentar. Afinal, se esse moleque taí, eu posso também)


(só deu pra tirar foto do rabo, mas vocês já sabem o que tem na frente, né. Dentes. Muitos dentes)


(foi uma dessas arraias aí que matou aquele australiano maluco, aquele que ficou com o filho bebê perto de um crocodilo. Sorry, de um lindo Saltie. Ou era um Freshie? Bom, vocês sabem, um bichinho de quintal bem básico)

[só pra esclarecer, tinha esquecido o nome do cara, fui no Google e escrevi “australiano maluco”. O cara tava lá]

E tem mais australiano maluco do que a gente imagina! Esses aqui entram no tanque pra alimentar os tubarões. Chegamos bem na hora:




(o que achei legal é que tinha de tudo que era espécie no tanque, mas eles pareciam drogados, tipos não se davam conta de que era, assim, tubarões)


(então ta, né, borá aproveitar o momento, tirar uma fotinha. Ele não pode me pegar)


(quando eu era criança, vi um filme de terror em que uma menininha cuidava de uma tartaruguinha que não parava de crescer. No final, era tipos uma Godzila. Nunca me esqueci desse sonho, que me causa pesadelos até hoje. Não posso dizer que queria encontrar uma dessas aí na praia não. Ai, gente, sim, sou medrosa!)

Fiz esse videozinho da tartaruga e da arraia se conhecendo no sentido bíblico:

[depois publico]


(posso falar? Tava doida pra ver essa plaquinha da saída! Meio claustrofóbico, o ambiente...)


(agora dá pra relaxar, néam! Aumentem a foto pra ver os bichões lá atrás!)


(bom, finalmente um bicho que não metia medo. Nem acreditei que ia ver o Nemo!)


(os janelões por onde a gente vê os peixinhos)


(logo na entrada tem esse aquário aberto. A gente pode meter o mãozão se quiser. Óbvio que eu não quis. Vai saber!)


(cada peixe mais colorido que o outro. Muito lindo! As crianças ficavam doidas. Eu também!)


(ouvi pessoas falando nele por aqui. Mas onde está ele?...)


(mais peixes coloridos, mas ainda nada de encontrar Nemo...)


(Peraí, é isso mesmo? Aquele filme é totally mentiroso, então, né. Tipos que um peixe desse tamanho leva um ano pra nadar de um lado pro outro desse aquário, nunca que ia cruzar o oceano!)


(tão vendo ele? Coloquei o máximo de zoom que podia na câmera, porque na boa, é do tamanho da minha unha!)


(olhem só a proporção, não tô de sacanagem não!)

Tá aqui parte de um vídeo (pena que quando faço o upload pro youtube a qualidade não fica boa):



E quando eu achava que estava livre dos animais perigosos, que estava tudo bem...


(... eis que surge um aquário com mil peixinhos nadando ao lado de tubarões! Gente, muito brêibs ser peixinho nessa hora, hein!)


(e o medo de pisar nesse vidro? Tipo, deve ter uma vida útil, né? E se eu for a premiada com um mergulho? Porque não sou peso pena não, né gente!)


(ele estava claramente tramando algo contra o meu pé!)


(fim do passeio, a parede gigante, com peixinhos e tubarões nadando dopados. Lindo lindo lindo! Mas com certeza tinha alguma substância proibida naquela água - todo mundo parecia muito calmo!)

Quando estávamos saindo, um funcionário nos perguntou se gostaríamos de entrar no tanque dos tubarões. Tem um barquinho tipo uma jaula em que a gente fica sentado vendo os tubarões de dentro do tanque. Tipo, EM CIMA dos tubarões, praticamente nadando com eles! Assim, eu não sou louca, não, filho. Erick ficou doido pra ir, mas eu fiquei com medo de ter um ataque de pânico – afinal o passeio durava 15 minutos, e uma vez lá dentro, babau, tinha que ficar até o fim.

Eu hein. Conheço meus limites.


(isso é o mais perto que vocês vão me ver perto de um tubarão, minha gente!)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

PADDY’S MARKET

Pouco antes de vir embora, tive que dar uma passadinha no mercadão de Sydney, a meca dos turistas, pra comprar lembranças pras crianças. Programão que deve ser ainda melhor pra quem é paciente e não vai ao local acompanhado de alguém impaciente...


(o Paddy’s Market fica na bordinha de Chinatown, num prédio super antigo. Lá dentro parece o mercado popular de Fortaleza, um labirinto de barraquinhas cheias de coisas pra turista ver. E a maioria delas ocupada por chineses, é claro)


(a gente totalmente se perde lá dentro, e nem dá pra marcar onde se está pelas barracas, porque muitas são parecidas, assim como os donos delas - amigos orientais, malzaê...)


(fiquei lá dentro menos de meia hora, porque meu dinheiro acabou num piscar de olhos. Comprei lembrança pra família toda, todo tipo de bugiganga que vocês possam imaginar! E já estava quase indo embora quando... dei de cara com uma barraca de bolsas de marca! Eu, euzinha, de frente pra uma filial da Falsificações S/A. Erick disse que eu fiquei totalmente vidrada. Saí de lá com duas bolsas ilegítimas da Guess, lindas, maravilhosas, falsificadérrimas! )


(no caminho vi essa escultura, e super lembrei de uma certa época da minha vida. Mas vamos deixar os detalhes dessa história pra lá, né gente! )

segunda-feira, 30 de junho de 2008

SYDNEY TOWER

No dia do meu aniversário fomos almoçar no restaurante da Sydney Tower, que é o ponto mais alto da cidade. A visão que se tem lá de cima é parecida com o que a gente vê quando o avião está pousando – mas claro que ainda estou frustrada por ter chegado num dia de muita neblina, e ter perdido o pouso todo.


(primeiro a gente entra numa galeria de lojas, sobe uns andares de escada rolante, pra finalmente pegar o elevador, que sobe o equivalente a uns 15 andares! O interessante é que não tem nada entre o último andar da galeria e a cápsula da torre, o que significa que se o elevador parar no meio da subida a gente não tem pra onde ir. Dá um medinho. Não tenho medo de altura, mas não sou muito amiga de elevadores...)


(a recepção, em frente aos elevadores. A cápsula é um restaurante que gira, então assim que entramos recebemos uma dica do maître: não encostar na parte do chão abaixo da janela, porque a capsula é fixa, parte do interior dela é que gira. Então, se alguém deixar a bolsa no chão, encostada na janela, corre o risco de só revê-la a cada 16 minutos!)


(o restaurante tem dois níveis. Claro que todo mundo quer ficar na parte de baixo, mais próxima às janelas, que é o lugar que fica girando. Pra memorizar onde a mesa fica, a gente tem que ver o número da escada mais próxima – só percebi isso depois de me perder duas vezes, claro)


(o restaurante fica a 260 metros do chão. Uma das coisas que a gente pode fazer é o SkyWalk: a gente sobe até o telhado da torre, e fica de cara pro céu e pra cidade. Eu tava louca pra fazer, mas era caro - quase 100 dólares! - e teria de ir sozinha, já que Erick morre de medo de altura)


(não consegui fazer o SkyWalk, mas aqui vai uma foto roubada da internet. A gente coloca um macacãozinho maneiro, e sobe nessa plataforma. Mas dia que tá ventando muito não rola, porque é perigoso demais)


(o buffet custa um pouco caro, não é lá essas coisas, mas vale a pena. Primeiro porque estar num restaurante que gira e tem 360 graus de vista da cidade toda não é uma coisa que a gente faça todo dia. Segundo porque a turistada pode provar carnes inusitadas: crocodilo, emu, canguru... Nesse dia só tinha canguru, e foi a pior coisa que já comi na vida, o gosto é muito forte, a carne tem uma consistência esquisita e é escura, e na hora que eu tava mastigando só conseguia pensar nos bichinhos que tinha visto em Blue Mountains... Deu pena e nojo ao mesmo tempo, e a sensação me perseguiu durante semanas. O cheiro e o gosto também!)


(fiquei tão chocada que nem me toquei de tirar foto do prato, mas a carne é mais ou menos assim. Ai, eca, lá vem a lembrança do gosto de novo...)


(só comi uma garfada da carne de canguru. Em compensação, comi tantas ostras que passei mal de noite, com certeza algum tipo de intoxicação. A ostra australiana tem um gosto mais suave que a brasileira. Eu adorei, e mal vejo a hora de me intoxicar de novo!)

Tirei mais de 50 fotos durante o almoço, e separei essas aqui pra vocês terem uma idéia da cidade. Elas cobrem mais ou menos os 360 graus de vista:


(partindo do ponto em que eu estava na foto da ostra, temos o finalzinho do Parramatta River. Acima, North Sydney - mais ou menos onde fica Macmahons Point. O prédio maior, em primeiro plano, esconde Sydney Harbour. Também não dá pra ver Opera House, que fica atrás dos prédios, à direita)


(acima, North Sydney à esquerda - nessa direção fica o Taronga Zoo, Manly -, e bem no cantinho dá pra ver o oceano que isola, digo, que separa a Austrália e as Américas. Na parte de baixo da foto, o Royal Botanic Gardens, que não visitei por pura preguiça - só passei pela beirinha de carro, e cheguei a pisar no cantinho que fica mais próximo ao Opera House, que não aparece na foto, mas fica no cantinho de baixo à esquerda)


(quase a mesma foto, mas mostrando um pouco mais da baía de Sydney. É impressionante como as pessoas têm uma vida mais outdoor por aqui. Dá pra ver a quantidade de barcos, veleiros, lanchas... muita gente curtindo o mar. Claro que não estou me referindo a gente pobre que nem eu, que precisa pegar a barca mesmo, seja em Sydney ou em Niterói)


(perto do mesmo lugar, só que olhando pra baixo: seção norte do Hyde Park. Dá pra ver a Archibald Fountain e a Saint Mary’s Cathedral à esquerda, e o Australian Museum à direita. E olhem que sombra bonita da Sydney Tower! Eu tava lá!)


(leste da cidade. No fundo da foto, o marzão. É por ali que ficam duas das praias que visitei: Bondi e Maroubra)


(parte sul. Em algum lugar no fundo à direita fica Minto – subúrbio muito muito distante onde nenhum homem jamais ousou habitar antes de Erick, o último desbravador dos tempos modernos)


(finalmente, o oeste. Essa ponte que vocês podem ver na foto é só pra pedestres, e leva de um ponto a outro de Darling Harbour – meu lugar preferido em Sydney. A ponte levanta pra barcos maiores passarem, mas não tive a oportunidade de ver. Esse telhado branquinho no centro da foto é o Museu Marítimo)

Pra finalizar, gostaria de dizer pra vocês não levarem muito ao pé da letra esse detalhe de norte, sul, leste e oeste. Não só porque eu não tenho muita noção de direção em se tratando de Sydney, mas porque não tenho a menor noção de direção, ponto. Fica a dica.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

COCK SMITH

Ah, achei essa foto perdida por aqui e não podia deixar de mostrar pra vocês!

Trata-se de uma rede de lojas de eletrônicos que a gente encontra em tudo que é esquina de Sydney. Pra onde quer que a gente fosse, lá estava ela:



PIRU SMITH

Como diria o Nelson dos Simpsons, RÁ RÁ.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

FOX STUDIOS E SHOW DO BLACK CROWES

No final de março teve um programaço pra fazer: show do Black Crowes, banda americana de rock que eu amo de paixão, e que por uma feliz coincidência ia tocar em Sydney. O ingresso já tava comprado meses antes da minha viagem, que ninguém aqui é bobo.

O show foi no Hordern Pavillion, que fica no bairro Moore Park, pertinho dos estúdios da Fox (onde foram filmados diversos blockbusters: incluindo Matrix, Moulin Rouge, Missão Impossível II, Star Wars Episódios II e III, e Superman Returns). Em volta do estúdio tem um complexo chamado Entertainment Quarter, com lojas, restaurantes, bares, etc. Tem até uma casa onde comediantes se apresentam ao vivo (tipo Seinfeld), chamada The Comedy Store.

Daí a gente resolveu chegar mais cedo pra que eu pudesse conhecer o local e também pra jantar antes do show – afinal Moore Park fica a dez minutos da city, mas a city fica a mais de uma hora de Minto, e quando chegamos lá já tínhamos pulado umas 3 refeições.

O complexo parece ser bem legal, mas de noite fica meio vazio – já comentei com vocês que as lojas aqui fecham às cinco da tarde, né. Mas tinha um bar que tava lotado, cheio de gente bonita. Pedi pra Erick tirar uma foto minha com um monte de gatos atrás, mas, pra variar, ótimo fotógrafo que é, ele focou exatamente no pedacinho de fundo que não tinha ninguém, só um muro com hera...


(o bar mais hype do complexo. Tava lotado, mas dava pra ver melhor no meu lado esquerdo - que o fotógrafo não pegou)


(tava doida de vontade de fazer um xixi, então entramos no primeiro restaurante que vi pela frente. Aproveitamos pra sentar pra jantar, mas foi eu voltar do banheiro, ver a cara do Erick pro cardápio, pegar a bolsa e sair de fininho. Tudo caríssimooooo! Bora pro Subway!)


(de um lado do complexo ficam aqueles barzinhos das fotos acima, do outro essas lojinhas, a maioria fechada. Essa loja que aparece, a Esprit, tem umas coisas bem legais)


(nessa parte tem um monte de mesas na calçada, porque é onde estão a maioria das lanchonetes – ou seja, a parte mais pobre do Entertainment Quarter)


(moi, depois de bater metade de um sanduba de almôndegas, nhamnham)


(essa foto foi tirada antes do povo entrar no estádio. Público de blues, vocês sabem, né, enquanto a banda não ameaçou subir no palco tava todo mundo enchendo uscórnio do lado de fora)


(como faço parte desse público fui lá pra fora também, pra salvar minha cachaça)

Eu sempre achei os caras ótimos, mas o show foi tão bom que até Erick, que não é fã como eu, adorou! Tocaram quase todas as músicas que eu mais curto. Coloquei 3 vídeos no youtube, pra quem gostar ou quiser conhecer: aqui, aqui e aqui.

Aí veio a parte chata: pegar táxi. Tava uma fila desgracenta, não tinha táxi nenhum passando, um monte de gente bêbada e a gente tendo que correr pra pegar o último trem pra Jaçanã. Mais de quarenta minutos depois, eis que os carros branquinhos começam a aparecer, e chegamos na estação exatamente 2 minutos antes do trem chegar! Foi a maior correria pra achar a plataforma, subir a escadaria, e entrar no carro tipos na hora que a porta tava fechando. Coisa de doido.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

TURISMO FASHION

Noite na city, não pude deixar de descer a King St, pra ver um ponto turístico que muito me interessava: entre Pitt St e Castlereagh St a gente pode dar uma olhada nas vitrines mais caras da moda. Chanel, Cartier, Tiffany's, Louis Vuitton, Hermès, YSL, Fendi, Gucci, DKNY, Ferragamo, Bvlgari... É de babar, cada coisa mais linda! Comprar aqui é só pra quem pode muito!

Infelizmente quase todas estavam fechadas, mas deu pra escolher tudo que vou comprar no dia que nascer de novo (porque com certeza na próxima encarnação eu venho podre de rica - nessa eu vim só podre, mesmo). E foi bom não ter nenhuma vendedora mais metida do que eu por perto, porque paguei tanto de deslumbrada por aquelas bandas, geeeenteeeem...


(Marc Jacobs do meu coração, não gosto muito das suas bolsas, mas você tá na moda. Então, beijos)


(vitrine da Louis Vuitton. Achei cheque. Mal aproveitaaaadaaaa... Até eu que não sou profissional faria melhor. Me dá um emprego e uma bolsa, Marc)


(minha vida! Gente, o dia que finalmente comprei meu óculos de sol Chanel em seis prestações, MORRI! Há quem não goste, mas é meu bem maior. Agora quero todo o resto. Pena que aqui não tem esquema crediário, tipos Casas Bahia)


(Karl, mostra pro Marc como é que se faz!)


(esse foi o italiano que eu beijei no meio da rua mesmo, com gente passando e olhando, porque, né. É amor de verdade e eu não devo nada a ninguém!)


(minha vitrine preferida. Sei que é uma marca que eu aaaamoooo de paixão, mas vocês acreditam que esqueci qual é? Não consigo lembrar de quem é esse logo, quem souber me fala! Achei que fosse Chanel, mas pelas roupas tenho quase certeza de que se trata da Fendi. Vergonha de mim, fashionista de meia tigela)


(ainda na... Fendi?..., o manequim mais lindo entre os que vi. Adooooroooo!)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

CASA NOVA

Amores, a viagem acabou, tenho muita coisa pra mostrar ainda sobre Sydney, mas tava sentindo falta de bobageira, sabem, tipo o Pare a Terra. Pra não ficar poluindo minhas Aventuras com meu nonsense, resolvi abrir de vez um terceiro blog, esse AQUI. Ele vai ficar como meu blog pricipal, e aviso lá quando tiver post novo sobre a Austrália.

O Pare a Terra vai virar lenda urbana mesmo, porque apaguei sem querer todas as fotos dele - e nem morta que vou sair por aí caçando outras pra colocar no lugar! Pois é, eu não queria dizer nada não, mas a culpa foi minha. Se alguém souber como recuperar o arquivo no Picasa, por favor, me conte.

Tem ainda outro, Le Bookshop. Mas esse eu ainda tô montando. Vai ser tipo um sebo online, ai que palavra horrorosa. Tô me desfazendo da minha biblioteca. Tem muita coisa na área de Literatura, Linguística, Teoria Literária, História, Filosofia... Quem se interessar pode esperar pra ver. Os livrim são véio mas tão bem na fita!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

ST JAMES STATION

St James é uma das 6 estações que fazem parte do chamado City Circle, que é a parte final do percurso e que circula o centro comercial da cidade (Sydney Central Business District). E é minha estação preferida por vários motivos.

Pra entender o City Circle, vejam o mapinha abaixo. Eu sempre chegava na city pela linha verde (Airport & East Hills):



Se pra voltar pra casa eu pegasse o trem em Central, a maior estação de Sydney, eu tinha que tomar cuidado com o número da plataforma: se eu pegasse a linha Airport (minha preferida, por ser mais rápida) chegando na city, isso significava fazer todo esse caminho circular até voltar ao ponto em que estava – não que isso significasse muito tempo a mais, mas era um saco. Por mais linda que seja a chegada à Circular Quay (dá pra ver a Harbour Bridge e a Opera House lá de dentro), quando a gente tá cansada acaba olhando praquilo e dizendo, “é, ok, bonito, whatever”.

Mas como eu tava dizendo, adoro St James por vários motivos. Primeiro, a localização: ali no finzinho da sessão norte do Hyde Park, sendo que uma das saídas dá pra Elizabeth St (bem em frente àquele tabuleiro de xadrez gigante que eu mostrei no último post). Ali é o point, né. Todo tipo de megastore, galerias, e tals. Perto de tudo que mais me importava (compras, compras, compras). Segundo, Keanu pisou em St James: lá foi gravada uma das lutas do primeiro Matrix (se não me engano, a luta final entre Neo e o agent Smith). Já tenho motivo suficiente pra querer dormir nos bancos de St James, não é?

A estação tem esse nome por causa de uma igreja que fica por ali, a Saint James Church - e, também por causa dela, aquela área toda ali por perto é conhecida como St James. Menos por mim. Pra mim é o Lugar Mais Sagrado De Sydney CBD. Vejam só, quem diria, eu também sou religiosa (compras, compras, compras)!


(por dentro é bem parecido com Museum, e relativamente pequeno)


(deu pra visualizar Neo? Se não, cliquem aqui)


(Keanu voou nesse corredor, e eu beijei algumas dessas colunas. Vai que ainda tem suor dele por ali)


(essa escadaria fofinha leva pro segundo nível, onde a gente escolhe uma das saídas da estação)


(tão vendo ali na placa? Market St é aquela rua dos sonhos que falei no último post sobre Hyde Park)


(tudo muito lindo. Tá vazio assim porque era fim de semana, mas na hora rush passa mó boiada por aí)


(as roletas de Sydney. A gente pode comprar vários tipos de passagem: ida, ida e volta, dia inteiro, semana, mês... Dependendo da escolha, a máquina come o ticket ou não. Gente, dá um tempo, eu sou de Niterói e aqui não tem dessas coisas não)


(a estação expõe fotos e textos do período de construção, no começo do século passado. Ela começou a funcionar em 1926)


(depois de um túnel bem longuinho, ar puro. É só subir a escadaria pra chegar em Elizabeth St. A rua que segue adiante é a tal Market St)


(atravessando a Elizabeth St a gente chega num dos pontos mais interessantes do mundo: a mega loja David Jones. Seguindo em frente, pela Market St, lá no finalzinho está Darling Harbour - com o Aquário, o Minizôo, a baía da night...)


(St James vista do outro lado da Elizabeth St. O Hyde Park fica atrás. Pegando a escadinha à esquerda, a gente chega no café que eu mostrei aqui)

Mas eu guardei o mais interessante de St James pro final. Sabem aquele corredor que eu mostrei lá no começo? É por ali que ficam os banheiros, né. Até aí tudo bem, porque banheiro público é o que não falta em Sydney. Mas dêem só uma sacada nessa foto aqui embaixo, e tentem descobrir uma coisa inusitada:



Viram só as plaquinhas acima das portas? Homens, ok. Mulheres, ok. Mas...



UNISEX??? Como assim, meu?

Assim, imaginem que vocês são japoneses que não falam inglês. Vendo o desenho, vocês achariam que:

A) trata-se de um banheiro GLSBT?
B) é permitido entrar com mais alguém ali pra fazer coisinha?
C) nesse cubículo só entra quem for Buba?

domingo, 1 de junho de 2008

JOGO SUJO

Daí que deu insônia, e eu resolvi dar um pulo na Renata, pra ver como estão os preparativos da GRANDE FESTA TROPICAL. E tinha bem um joguinho no primeiro post. Insônia, né, bora fazer o joguinho:

1) Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random
o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) Vá para http://www.quotationspage.com/random.php3
as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) Entre em http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/
a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Daí que meu disco ficou assim:



Acontece que, como expliquei pra Renatinha (não que ela tenha perguntado nem nada), eu sou do tipo de pessoa que trapaceia em jogos. Eu posso até perder, não ligo, mas não gosto de jogar limpo. Não é a toa que eu sempre exigia ser o banco no Banco Imobiliário. Banco E jogadora. Tipo, quem topasse jogar comigo já tinha mesmo era que esperar ser roubado, né. Se não fosse assim a coisa toda perdia o sentido.

Como eu gosto muito da Renata, colei acima a capa como seria originalmente (A Jogadora), mas não pude deixar de zonear um pouquinho e jogar o jogo da minha maneira sem a mínima ética (O Banco). E o resultado foi assim:
(a referência da citação e a segunda foto)
A verdade é que sou doente, e não ligo.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

HYDE PARK 2

Gente, ó: fizeram macumba pra mim. Desde que cheguei, acho que não teve um dia em que eu me sentisse, assim, 100%. Tá brêibs. Agora eu tô de molho, torcendo pra dorzinha de coluna que eu tô sentindo não ser uma coisa mais séria. Com certeza não é nada grave não; só, talvez, séria, de precisar de tratamento.

Eu tô achando que é só mal de Sydney. Sabem viciado quando a droga acaba? Assim, desse jeito. Aí o corpo inventa de um tudo pra lembrar que a fissura acabou, e que tá na hora de ter mais doce.

Como Sydney de novo nem tão cedo, lembrei das fotos que ainda estão desorganizadas, e pensei num paliativo: já que eu não posso me teletransportar até lá, volto com o blog e trago um pouquinho de lembranças de volta pra mim. Depois conto pra vocês se a medicação dá certo.

E que coisa boa pra lembrar, essa tarde que passei no Hyde Park! Foi no mesmo dia que visitei o museu de história, St Mary's, e aquele bairro do nome engraçado, Woolloomooloo. Mais conhecido como meu Pimp's Day.


(lembram que no primeiro post sobre o Hyde Park eu falei do tabuleiro de xadrez gigante, cujas peças eram do tamanho de uma criança de sete anos? Nesse dia tinha um povo jogando, e meu guia, que é suuuper informativo, me garantiu que as tais peças de um metro deviam estar guardadas. Sim, claro. Os gnomos e as fadas do Hyde Park devem cuidar muito bem delas)


(esse pedaço aqui é no começo da seção norte do parque. Depois dessa escadaria tem a Archibald Fountain e a St Mary's Cathedral. Gente, isso aí é o centrão da cidade, e olhem como fica cheio de gente curtindo! E não era só turista, não. É só reparar: não tem máquina fotográfica na mão, pode apostar que é local)


(esse é o café do parque, que fica lotado no almoço durante a semana. Bem no meio da foto, onde tem um espaço entre os prédios, fica a Market St, minha rua preferida: David Jones, Myer, Priceline, Starbucks, Asagao, AMP Tower, Queen Victoria Building, e, lá no finalzinho, Darling Harbour. Depois explico esses lugares todos. Passei meus últimos dois dias nessa área, curtindo tudo o que podia!)


(a foto foi tirada pelo meu guia turístico - que, como vocês já devem ter entendido, além de ser ótimo guia, também é um fotógrafo maravilhoso. Mas pelo menos dá pra perceber, no meio de tanta calçada, algumas pessoas fazendo piquenique entre íbis gulosas)


(tá, correndo o risco de ficar conhecida como A Louca das Íbis, aqui vai mais um pouquinho delas pra vocês, passeando calmamente no meio do povo)


(outra íbis, catando comida. Pena que não consegui uma foto dela mergulhando na lixeira. Mas melhor assim, né, acho que a única aqui interessada nelas tanto assim sou eu...)


(pra terminar, só mais essazinha, valeu?)


(a cidade toda é enfeitada com jardins e canteiros. Sydney é considerada a cidade mais urbana da Austrália, mas mesmo assim é muito mais verde que qualquer outra cidade grande aí pelo mundo. Eu sempre disse que não devia existir cidade tão linda quanto o Rio, mas ó, tava bem enganada. Não que o Rio de Janeiro não continue lindo pra mim, claro)


(essa planta grandona com flor vermelha se chama Gymea Lily. É um lírio gigante, cujo caule pode chegar a 4 metros de altura! Sério, não sei como ele suporta o vento de Sydney)


(aqui é tipo um "anfiteatro"; os bancos são, na verdade, canteiros de plantas diversas)


(detalhe da foto de cima, os canteiros coloridos. Dá pra ver aquelas colunas lá atrás? Então...)


(... é uma passagem linda, sombreada por trepadeiras, e cheia de bancos onde a gente pode sentar pra almoçar, ler, namorar...)


(essa é a AMP Tower. É o ponto mais alto de Sydney, e a visão que a gente tem da cidade lá de cima é uma coisa de louco! Dizem que é mais ou menos o que se vê quando o avião tá pousando - e que eu perdi por causa da neblina. É tipo o Cristo Redentor de Sydney, dá pra ver de tudo que é canto da city)


(dessa vez eu tomei coragem e não apenas pisei na grama como deitei nela. Abracei, beijei, fiz carinho, fotossíntese, enfim... Só não fiz amor ela, mas vi gente fazendo nela. Só não mostro o vídeo porque esse blog é família. Mas como eu sou legal fica a dica: peoplemakingonthegrass, porntube.com)

domingo, 18 de maio de 2008

O PROBLEMA É ASSIM:

Tô com internet discada e computador com teclado em inglês, então não consigo carregar foto, não consigo abrir a página de comentários pra responder o carinho de quem passa aqui, não consigo comentar no blog de ninguém, não consigo achar o ponto de interrogação...

Aí se a gente somar a crise alérgica seguida de uma gripe dos infernos que me atacou essa semana, a dor na coluna que não alivia, o sono trocado e a saudade, dá pra entender por que eu não tenho postado nada por aqui, né.

Mas eu venho, gente, eu venho. Um dia eu venho.

sábado, 3 de maio de 2008

CHÁ DE SUMIÇO

O sumiço tem explicação, e ela é simples: tava aproveitando minhas ultimas duas semanas de viagem.

Já cheguei no Rio, ainda tô no maior jetlag, e sem computador em casa, por isso os posts aqui vão rarear por um tempo. Mas o blog continua, porque tem muita coisa pra eu contar e mostrar.

Nesses dias que sumi daqui rolou de eu comer carne de um animal inventado, descobrir que um animal que eu jurava ser inventado existe de verdade, beijar um italiano no meio da rua, comemorar aniversário no ponto mais alto de Sydney, passear no meio de um monte de tubarões, chorar de saudade de um lugar muito especial da cidade, andar de roda gigante, correr da chuva nas escadarias do Opera House, confundir Sydney com Hong Kong, rir com as lembranças de amigos da época da escola, participar de um casamento que durou dois dias (e ser maquiada e penteada por um filipino que me deixou a cara da Ivana Trump), me emocionar com as demonstrações de carinho de amigos recentes, comprar comprar comprar bugigangas no mercadão dos turistas pra amigos antigos, passar a mão num coala, tomar chá num jardim chinês, decidir o que vou fazer da vida, realizar que viajar de avião só é bom se for de primeira classe, resolver que o importante é começar a poupar pra fazer outra viagem o mais rápido possível (nem que seja na econômica da Aerolineas, porque não existe nada melhor no mundo do que viajar pra longe).

Enfim, espero só terminar esse blog quando já estiver de passagem comprada pra outro canto do mundo – afinal, como boa meio-mineira que sou, nunca tinha comido melado, mas agora tô tipos super afim de me lambuzar!

Continuem aparecendo, porque tem muito mais no forninho!

terça-feira, 15 de abril de 2008

ST MARY'S CATHEDRAL

Um dos lugares que me indicaram pra visitar de grátis foi a Saint Mary's Cathedral, em frente ao Hyde Park. Como viemos caminhando desde Woolloomooloo, tive uma boa surpresa: conhecer pelo caminho o Cook & Phillip Park, complexo recreativo que inclui um jardim próximo à catedral, e que fica entre o Hyde Park e outro parque pelo menos 5 vezes maior, o Royal Botanic Gardens.


(estão vendo a catedral lá no fundinho, do lado esquerdo? Aqui eu tô no meio do jardim, que é bem grande)


(uma coisa que me encanta aqui em Sydney é a quantidade de íbis nos parques públicos. Tenho zilhões de fotos delas. Tá bom que a cabeça lembra um pouco urubu, mas elas são tão elegantes!)


(as íbis estão tão acostumadas com gente que agem como galinhas: andam no meio das pessoas, tentam ganhar comida... Fiquei perseguindo esse grupo um tempão. Mas acho que elas não acharam tão divertido quanto eu, não)


(aqui uma parede de água ao lado da escadaria que leva ao segundo nível do jardim)


(e mais uma íbis, dessa vez bebendo água. Cute!)


(a escadaria, vista de cima. Esses prédios atrás fazem parte de Woolloomooloo, que é um dos bairros preferidos pelos estudantes que vem fazer intercâmbio em Sydney)


(é daqui que desce a água que corre naquela parede que mostrei lá em cima)


(um Mister Whippy, van que corre a cidade vendendo sorvete a 2 dólares, fazendo a alegria da criançada. Tipos eu totally tinha 3 anos nesse dia)


(a catedral, vista do jardim)


(esse painel tem um contador que mostra quantos dias faltam pro Natal)


(Essa é a maior igreja da Austrália. O prédio está passando por reformas, então a foto não ficou muito legal)


(tirei uma fotinha na entrada do alojamento dos religiosos, que é um luxo, diga-se de passagem. E olha só, bem do lado fica a cripta com os ossinhos católicos que resolveram descansar tipos pra sempre)


(medalhão na entrada da catedral. O prédio em estilo gótico começou a ser construído em 1868, mas pelo que entendi ainda não colocaram a pedra final até hoje)


(aqui vocês podem ver que tem umas partes fechadas ao público por causa da reforma. Infelizmente minha câmera despirocou e as fotos ficaram horrorosas, mas quem quiser ver como ela é por dentro pode vir aqui)


(precisando de confissão aí? Tudo bem, mas deixe as crianças em casa)


(adoro decoração de igreja. Os vitrais geralmente são lindos)


(Paulo VI celebrou missa aqui em 1970, e o papa legal, João Paulo II teve aqui em 1986. O papa Sinistro XVI vem esse ano, mas com sorte eu já vou estar longe. Tenho muito medo dele)

KINGS CROSS E WOOLLOOMOOLOO

No final de semana passa um pacotão de Friends, então a primeira coisa que eu faço de manhã é ligar a tv. Daí que antes de sair de casa eu bem tinha visto o episódio que o Joey protege um sanduíche de almôndegas durante um tiroteio. O resultado foi que ao sair do museu eu só conseguia pensar nisso, no sanduba de almôndegas do Joey.

Por isso que escolhemos almoçar no Subway, logo na esquina do museu.


(a primeira coisa que chama a atenção do turista desavisado que entra nessas lanchonetes é que tem sempre uma opção de sanduíche com abacate, até no MacDonalds! Gente, eu realmente não sei o que esse povo vê em abacate. Pra mim abacate é uma fruta tão saborosa quanto o chuchu. Mas tudo bem, essa é só uma opinião de quem vem de fora)


(pessoa com fome é isso aí, né)


(a super hiper mega famosa Oxford Street começa no Hyde Park...)


(... e segue all the way, cortando o bairro Kings Cross. Essa avenida é famosa por dois motivos: é aqui que a noite hardcore acontece, e é por aqui que passa a Parada Gay de Sydney)


(um dos pubs onde a sacanáizi rola solta, o Xchange Hotel. A maioria dos pubs é hotel também, aliás. Esse aqui é muito famoso na área, e eu super queria ter companhia GLS comigo pra miacabar naquela pista de dança. Diz a lenda que as lixeiras dos banheiros transborda de camisinhas usadas pelos freqüentadores. Mas nem é por isso que eu tava afins de ir lá, ok)


(eu e minhas plaquinhas. Mas como não fotografar a House of Priscilla? Vocês tinham que ver era a loja, mas fiquei com vergonha de bater foto daquelas pessoas loucas que tavam lá dentro...)


(por todo canto tem essas plaquinhas indicando que é só subir a escadinha e cair de boca na putaria)

Caminhamos até o final de Kings Cross, e daí a gente tinha duas opções: continuando, a gente ia dar em Paddington, o bairro mais hip do pedaço. Virando à esquerda em direção à baía, a gente ia dar em Woolloomooloo. Fala sério que eu ia deixar de dar num lugar chamado Woolloomooloo!


(no caminho, várias ladeirinhas com aglomerados de townhouses, essas casinhas conjugadas, geralmente de dois andares, super comuns por aqui. A maioria é pequena, mas tem umas unidades bem legais. Só que, por causa da proximidade da city, são caaaaraaaaas...)


(mais townhouses. Não é que parece um monte de puxadim?)


(e ainda mais townhouses. Fiquei encantada com essa do meio, de telhadinho verde. Me lembrou as casas em Amsterdã, bem estreitas - e vocês sabem que eu sou assim local da Holanda, né. Bom, pra quem não me conhece, a verdade é que eu via a novela do Manoel Carlos. A Nanda morava lá, só que num barco. Romântico... Mas ela morreu. Atropelada. Grávida de gêmeos. Mas as crianças passam bem)


(esse foi o prédio mais lôco que já vi na vida. Senti vertigem só de olhar de longe)


(tirei foto da plaquinha pra vocês não acharem que eu tô de brincadeira. O nome é realmente com 8 Os, 3 Ls, 1 M de cabeça pra baixo, outro de cabeça pra cima)


(Woolloomooloo fica bem do ladinho de Circular Quay. Olhem lá a Harbour Bridge)

Antes de irmos embora, entramos num pub, o Carlton Draugh.


(os australianos têm uma parada chamada pub crawl, que consiste em juntar uns amigos, entrar em tudo que for pub de uma determinada área e beber uma cerveja. É só uma cerveja por pub, mas imaginem o que acontece depois que o grupo já passou por 20! No final da ronda, tem bar que não aceita receber os fanfarrões, porque aí já tem nêgo bêbado que nem esponja)


(a maioria dos pubs é assim. Ah, e é proibido fumar dentro de estabelecimentos públicos, thank god. E esse Jin Bean aí é um uísque famosérrimo por aqui)


(fazendo carão depois de um guaraná, enquanto coletava o ganho das mina. O chapéu, entenderam? hein? hein?)

Daqui de volta pro Hyde Park, e pra Saint Mary's Cathedral. Próximo post!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

THE AUSTRALIAN MUSEUM

O museu de história natural e indígena de Sydney foi criado em 1827 - o que é tempo pra caramba num país tão novo quanto a Austrália. Fica ali do ladinho do Hyde Park, num prédio muito lindo e bem preservado. Tava louca pra ir lá, pra ver os dinossauros - digo, os ossos de dinossauros.


(gosto muito de visitar museus, e tenho vergonha de dizer que esse foi o único que conheci até agora. Minha desculpa é que nerd não gosta, e meu guia é nerd. Pra ver exposição de arte ele não me convida, mas pra ir numa convenção da Microsoft ele já me intimou. Fazer o quê? Sei, sei, ir sozinha, eu sei)


(essa é a William St, ao lado do museu. O que vocês estão vendo aí no fundo é o famoso Kings Cross, bairro boêmio que é, digamos assim, a capital australiana da luz vermelha - em especial da luz vermelha gay. Kings Cross pode ser meio perigoso se a gente não tomar cuidado, e é na calada da noite que as coisas acontecem por lá. É a Lapa de Sydney. Queria muito ir num cabaré daqueles tipo o que Bernadette Bassenger, Mitzi Del Bra e Felicia Jollygoodfellow se apresentavam, mas descobri que aquilo é o maior caô de filme, tá - na verdade, Priscilla Queen of the Desert é um musical caríssimo, não um bar onde a gente pode encher a cara, ver peitinhos falsos, ficar mutcho lôco e dançar ao som do Abba)


(tava rolando uma exposição chamada Face to Face, fotos de primatas cheios de sentimento. Uhn, tá, ok, mas vi muito en passant, porque tava era afim de ver OSSO)


(e onde é que vocês acham que eu fui primeiro? Na lojinha do museu, claro. Mas bem nem comprei nada, tudo muito caro)


(quase trouxe isso pra casa, mas lembrava chifre, e chifre vamos combinar, néam)

Infelizmente, as fotos dentro do museu ficaram péssimas! Tentei mexer na máquina várias vezes, mas pelo jeito preciso de uma melhor mesmo. Ou de fazer um curso pra aprender a lidar com a minha, que deveria ser uma simples câmera de turista, não um buraco negro de fotos bacanas.

Isso foi o que se salvou da ala aborígene:


(parte da exposição permanente sobre cultura aborígene. Não sei dizer o que é, mas faz parte da coleção arqueológica. Bom, isso não deixa de ser uma informação)


(em todos os corredores dessa área do museu tinha alguma "caverna" aborígene, com desenhos e marcas que representam o Dreamtime. Cada caverna tem uma televisão onde a gente pode ouvir alguém contando um Dreaming. Mas, claro, EU tava ali, então tinha que ser justo naquele dia um monte de coisa não tava funcionando)


(não deu pra ouvir nenhum Dreaming, mas vi alguns vídeos sobre a crueldade dos colonizadores. Muito rapidinho, porque gente, não gosto de ficar vendo sofrimento, não. Mas se você gosta, ou se tem interesse e tals, o filme Rabbit-Proof Fence mostra um dos episódios mais dolorososos da história australiana - episódio aliás que rendeu um pedido de perdão aos povos aborígenes por parte do governo esse ano. Em português, Geração Roubada)

Saindo da exposição aborígene, fomos ao que me interessava: os esqueletos. Mas nem era o que eu tava esperando não, né, porque ao invés de dinos a primeira coisa que vi foi isso:


(way too much creepy, né. Tipos, que pessoa doentia coloca um esqueleto humano em cima de um esqueleto de cavalo e chama de atração? Pra mim parece mais pesadelo)


(pena que a foto tá tão ruim que não mostra o sorriso do cara. Gente, super vi o Ross ali montando a exposição. Com o Chandler dando idéia)


(essa baleia no teto pegava quase a extensão da sala toda)


(cada caixa dessas tem a altura de... uhn... de um homem alto. Então imaginem o tamanho desse esqueleto de leão, que em pé pegaria a caixa toda!)


(tadinho do tatu...)


(tá que nunca pensei no assunto, mas nem imaginava que esqueleto de tartaruga fosse assim!)


(nossa, isso aqui foi apavorante. O tamanho do peixe! Parecia um cachorro)

E POR FALAR EM CACHORRO...


(como se o cara em cima do cavalo não fosse creepy o suficiente, pegaram um amigo dele, colocaram numa salinha com plaquinha de home sweet home na parede, e um esqueletinho do cachorro ao lado - com coleirinha e tudo. Mas não pensem que isso é tudo! O doente ainda coloca uma gaiola, com... sim, isso mesmo, um esqueletinho de passarinho dentro. Mas não compre agora! Quem ligar nos próximos minutos leva também...)


(um esqueletinho de gatinho perseguindo um esqueletinho de ratinho correndo pra dentro da toquinha! Existe alguma equipe de museu mais crêizi do que essa? Pelamordedeus, isso FEDE! Pensem nas nossas crianças. E em mim!)

Antes de sair dessa ala, fiz um videozinho de um negócio engraçado: um esqueleto andando de bicicleta. Quem quiser ver, só clicar AQUI. Ah, e quem descobrir a língua que eles tão falando ganha um queijo!

De lá pra geologia:


(esse meteorito de ferro aí pesa 0,7 toneladas. Tipos, não sei que graça nêgo vê nisso. Pra mim é tudo pedra. Só cheguei perto porque achei que fosse cocô de dinossauro)

Vi um homem parado mostrando alguma coisa pra umas crianças e fui lá ver. Bom, a primeira coisa que notei quando cheguei mais perto foi que não era exatamente um homem:


(mas tirei as crianças do caminho e fui lá ver o que era, né)


(uhn. Mais pedra)

Chega, né, bora prum lugar mais aprazível. Ah, sim, a salinha de pesquisa das crianças. Tinha um monte de bichinho por lá:


(fiz amizade com um dingo - os dingos são cães selvagens em extinção, mas esse aí era mansinho, mansinho, até lambeu minha mão e me chamou de princesa!)


(um canguru puxando briga com os incautos)


(isso era um urubu? Não vi, mas fui dar um passeio com ele)


(oh my god uma cacatua! Cadê meu estilingue? Quero ver ser valentona agora que você tá, tipo assim, MORTA!)


(essa foto foi tirada na entrada do museu, mas assim, eu tinha que mostrar pra vocês uma foto minha com um coala acordado, néam)

Bora pro que interessa, que já tava na hora do almoço! Com vocês, os dinos:


(YAY!)


(quando um bicho tem um fêmur maior do que você, você dá graças por ele estar extinto, não é?)


(meu fotógrafo é luz, né, meu fotógrafo é vida! A cabeça vive no espaço, então bora cortar a cabeça do anquilossauro. Porque né, ele já tá morto mesmo, e esse aí nem é de verdade. Só sofre a foto)


(oooowwnnnnn, meu dino preferido, o ceratopsia. Tão fófis!)



Bão, hora do almoço, tô indo ali no restaurante Pimps'n'Whores (o chapéuzinho, sacaram? hein? hein?). Mas tão vendo aquela igreja lá no fundo da foto? Próxima parada, valeu?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SOBRE CONFORTO

Tava hoje no trem, e fiquei reparando em 3 meninas (sim, eu reparo nas pessoas) que estavam perto. Deviam ter por volta de 16 anos, e o que mais me chamou a atenção, mais do que a beleza fresquinha das bochechas rosadas, foi que estavam usando lenço na cabeça. Nada de lenço tipo na moda, não, mas lenço lenço, aqueles que a bisavó da gente usava pra não pegar sol na cabeça enquanto estendia a roupa no varal. Reparando um pouquinho mais, vi que estavam as 3 de sandálias de tiras de couro, roupas verdes e/ou marrons, e saias longas, depois do joelho. Corte nem pensar, né, tipo homemade mesmo.

Daí olhei pras minhas sacolinhas cheias de maquiagem, perfume, produtos de higiene, chapéu, e comecei a divagar né. Deve ser muito reconfortante você pertencer a um desses grupos de tradição protestante. Nem é que eu pense que elas não usam sabonete, shampoo, essas coisas, mas duvido que elas teriam enlouquecido diante da promoção que eu peguei hoje. Duvido.

Deve ser super tranqüilo acordar e saber que a única escolha vai ser entre a saia marrom e a saia verde. E o lenço combinando. Deve ser tudo não ter que acordar pensando no trabalho que vai dar escolher a maquiagem pro dia, e que você precisa de todo jeito daquele pincel de 30 paus da Clinique, ou daquela boina de oncinha. Deve ser bom demais não acordar com a sensação de que precisa consumir pra preencher algum buraco - seja ele qual for. Ou só por diversão. Ou esporte. Ou doença.

Então é isso, decidi que deve ser muito bom ser amish, e saber que, apesar de ter uma vida rígida pro padrão da sociedade consumista em que a maioria de nós está encroada (eu tô super lá, grudada no fundo do tacho da sopa de adoradores da compra desnecessária), e de de repente não poder fazer muitas escolhas, deve ser bom saber que amanhã vai ser que nem hoje, e que você nem vai precisar pensar em arrumar marido, que ele vai vir de mão beijada numa transação entre vizinhos.

Sendo assim, fechando a onda de ponstan, digo só mais uma coisa: se esse vizinho me oferecer como marido o filho gostoso que é a cara daquele loiro de Witness, eu super jogo fora tudo que está no meu armário e tipos viro amish tomorrow!

Super feliz. Su-per. Feliz do tipo realizando um sonho de consumo.